Esse blog foi criado para quem também curte músicas de países que não têm o português (brasileiro) e inglês como línguas oficiais! Tem tanta música boa rolando no mundo e a maior parte das pessoas escutam mais aquilo que toca no Top 10 das rádios. No Mundo Sintonizado você curte o que tem de melhor nos iPod's internacionais!! Moderado pela PooliMarinho e pelo _ThiagoAntonio o blog mostrará o melhor das músicas européias, latinoamericanas, africanas, asiáticas e muito mais! Divirtam-se!!
Inspiremo-nos no descanso divino,
sétimo dia da Criação...
Uma pequena e indispensável pausa
tão fundamental quanto
equilibrar razão e emoção
ou amar até perder a noção...
Ainda que a velocidade do tempo
nos conduza à contramão do vento
e nos permita driblar os contratempos,
pausas se interpõem nos caminhos
e se fazem taxativas, obrigatórias.
A noite é pausa para o silêncio,
a madrugada, para os sonhos,
o frio, pausa infiltrada pelo inverno,
a própria morte, pausa para o descanso eterno.
Sem intervalos a vida corre o risco de extinção.
Porém o desejo de não parar
faz do hoje, alienação,
e do amanhã, frustração,
onde o próprio ser não mais suporta
a falta de tempo e o vazio dos dias
a serem esquecidos,
não fossem os retratos a revelar
lembranças de uma espera malograda,
não relatada, pra não se humilhar ao próximo.
Pausas são preenchidas pela internet e tevê,
que fazem companhia à insônia,
deixando solitário quem dorme.
Sem uma parada a vida corre rápida,
hábil e eficiente,
porém sem perceber a paisagem que passa
e o futuro a se confundir com o presente.
No descanso do sétimo dia
Eis a pergunta que estribilha:
“O que vamos fazer hoje?”
E com certa ansiedade,
sonhamos com uma longevidade
de muitos e muitos anos...
sem nos conscientizarmos com os danos
de quem não sabe o que fazer
numa tarde de domingo...
Deixar-me por ti levar.
Levar-te comigo.
Vem!
Venho.
De sentidos apurados assim sigo, olho reparo e sinto.
De olhos bem abertos caminho, sinto e toco.
De sentimento sentido vivo, toco, ouço, calo e falo.
Digo tudo por palavras e falando assim prossigo.
Deixa-te levar por mim.
Leva-me contigo.
Prova!
É o agri-doce que a vida tem.
Saborei!
Mesmo o amargo e insoso que ela te dá.
A vida pode ser uma passagem de nivel, mas nem que o comboio te bata deixarás de:
Era o corpo de um colado no corpo do outro.
Era o corpo de um, colado no corpo do outro - e ardendo.
Eram os corpos de ambos buscando um no outro a falta de algo que não se sabia onde encontrar – agora sim.
Intimacy is a lie we tell ourselves. If you believe in love at first sight, you'll never stop looking.
Estou tentando, juro que estou, transcrever em palavras doces e legíveis (digeríveis?) os sentimentos atravessados no meu peito. Sinto que (eu sinto tanto, eu sinto muito ...) preciso dar nome á tudo isso e também sinto, meio intuitivamente, que, por tamanha força, jorrarão palavras por todos os lados e será um trabalho árduo organiza-lás no papel. Mas nem digeríveis, nem mastigáveis, daqui só saem palavrões.
Há muito nó por desatar... e os nós são a base dos laços. Quando um laço se desfaz sempre ainda sobra um nó.
Acabo de cometer um ato falho, por pouco não escrevo dó ao invés de nó. Me faz pensar ...
E o dó seria de quem? Quem estou poupando quando seguro estas palavras entre os dentes impedindo que escapem boca fora?
Não seria esta a razão de haver tanta coisa atravessada e acumulada, por talvez nunca terem tido vazão?
Por que será que a gente tende á pensar que quem dá vazão perde a razão?
Talvez não haja mesmo palavras ou nomes, talvez seja só ele: o grito.
Já imaginou um ídolo que nunca vai envelhecer, que nunca vai sequer morrer, que nunca vai perder o timbre de voz, que nunca vai estar cansado, que nunca vai estar chateado com os fãs, que substitui um ou vários cantores e que não necessita de absolutamente nada pra isso?!
Você, lua
você clareia o céu e a sua imensidão
nos mostra somente a metade que quer
como quase sempre depois nós faremos
anjos de argila que não voam
almas de papel que se incendeiam
coração como folhas que depois caem
sonhos feitos de ar que desaparecem
filhos da terra e filhos seus
Eram os beijos assim, disfarçados de beijos, numa busca de entender o que era vazio e que agora é transbordar. Eram urgentes. (Quem dera houvesse tempo o bastante pra consumir tanto amor.)
"Así con cautela despacio y solo ámame que si nos
coge la noche yo me inventaré una excusa bién
tramada ella me lo cree y tu di otra mentirita
al idiota aquel"
No total, o lugar parecia um pouco carregado. Mas as seis horas chegariam, e depois as sete e sairia porta a fora. Saiu.
Aí as saudades de sedes-desérticas!
Aí, o alívio quando se ouvem! (D.Cabreira)
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